”Festa bonita, festa bacana não é? Olha só quanta gente, a iluminação tá demais e a banda está realmente um show. Não sou da área vip, afinal nem gosto disso, prefiro ficar aqui na frente, junto com o povão, perto do palco, sempre foi o melhor lugar pra mim. Mas de repente, em questão de segundos, começaram a gritar e eu sem entender nada comecei a gritar também, no começo pensei ser apenas um alvoroço de um grupo de amigos ou até mesmo uma briga, mas quando olhei pra cima, vi que tinha fogo, e não parecia fazer parte da apresentação pirotécnica. Quando me dei conta, estava ali sozinha, minhas amigas já não estavam do meu lado, e então toda aquela alegria de antes se transformava em euforia e medo. Naquele momento, toda minha vaidade se perdeu, sem se importar com nada, tirei o salto, perdi minha bolsa, e sai como uma louca em direção à porta que entrei. Mas acontece que era praticamente impossível passar por la, tinha tanta gente, e cada vez mais a fumaça tomava conta do local, tudo tava tão nebulado que resolvi tentar outra saída. Nesse momento já era possível ver pessoas caídas, deviam estar desmaiadas somente, devido a fumaça, era a minha mais ingênua esperança. Corri para um corredor junto com outras pessoas que pensavam o mesmo que eu, tinha que ter uma saída ali, era minha ultima chance, não havia mais o que se fazer. Ainda sem saber aonde estava, escutava gritos ensurdecedores que cada vez chegavam mais perto, mas as chamas não estavam ali, pensei estar segura. Mas aquela sala que antes tinha somente algumas pessoas ficou lotada e a fumaça começou a entrar. Queria sair dali mas não dava, fiz o que sempre fazia quando estava com medo, não ria de mim, mas eu liguei pra minha mãe. Não escutava nada do que ela dizia, mas eu tentava aos berros dizer pra ela vim me ajudar, que me tirasse dali, como se ela fosse uma super-heroína que viesse voando me salvar. Já estava praticamente impossível de enxergar algo e a respiração ficava abafada. Lembro de ter dito EU TE AMO para minha mãe antes de desligar o telefone, se é que cheguei a desliga-lo. Como num passe de mágica, tudo começou a se acalmar, os gritos ficaram mais baixos e inaudíveis, meu corpo já não sentia dor nem medo, fiquei paralisada e apenas fechei os olhos, como se fosse dormir. Acho que nesse momento eu morri, não sei descrever a morte, mas em meio à tanto tormento, ela foi uma calmaria, sei que nem sempre é assim, mas comigo foi. Em um dia aparentemente normal, aonde só queria me divertir, com todos os planos pela frente e com o futuro ao meu alcance, tudo pode acontecer.”


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